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Queda de helicóptero: piloto que conduzia aeronave da Cristália tinha 32 anos de experiência.

O piloto Antonio Landi Neto, que conduzia o helicóptero da indústria farmacêutica Cristália, tinha 49 anos de idade e 32 de carreira, segundo a empresa, sediada em Itapira (SP). Neto era funcionário da companhia há cinco anos. Ele pilotava a aeronave que caiu no fim de semana em Campos do Jordão (SP), e morreu junto com o copiloto e quatro passageiros.

Neto e o copiloto Juliano Martins Perizato, de 42 anos, fizeram recentemente um treinamento no exterior em simuladores de emergência. A aeronave – uma das quatro que a empresa possui – tinha dois anos e passou por revisão há menos de duas semanas.

Segundo o presidente executivo da Cristália, Eduardo Job, ainda não há suspeitas sobre as causas do acidente.

Comoção no velório

As vítimas são Kátia Stevanatto Sampaio, acionista e vice-presidente do conselho da companhia; Paulo Sampaio, médico e marido de Kátia; Ronoel Scholl, empresário do ramo de marcenaria; Leticia Telles, arquiteta; além do copiloto e do piloto.

Com exceção de Neto, todas as vítimas foram sepultadas nesta segunda-feira em Itapira e em Campinas (SP). O corpo do piloto foi velado na metrópole e segue para a sua cidade, Paranavaí (PR), ainda nesta segunda.

A Prefeitura de Itapira decretou três dias de luto. A cidade tem quase 75 mil habitantes e o velório de Kátia, Paulo, Ronoel e Letícia no Ginásio Municipal Benedito Alves de Lima, conhecido como Itapirão, causou comoção no município.

Todos os ocupantes da aeronave seguiam para uma das residências da família de Kátia em Campos do Jordão, por conta de uma reforma. No caso do marceneiro Ronoel Scholl, era a primeira vez que ele viajava para a cidade.

Percurso conhecido

Segundo a Cristália, Kátia e o marido possuem duas residências em Campos do Jordão e com frequência viajavam para a cidade nas aeronaves da companhia. Era um percurso conhecido dos pilotos.

Este foi o primeiro acidente com as aeronaves da empresa – dois helicópteros e dois jatos, que eram trocados a cada três anos.

O copiloto atuava como freelancer da empresa havia cinco anos, dando cobertura às folgas e períodos de férias. A Cristália possui dois pilotos fixos, o que morreu vítima do acidente e outro profissional, que está em férias.

Dispositivo de emergência acionado

O helicóptero Agusta AW109SP Grand New, com prefixo PT-FPS, possuía um dispositivo acionável em caso de emergência ou acidente. A indústria Cristália informou que ele deu sinais às 10h45 de sábado (24).

A aeronave havia decolado da sede da empresa em Itapira às 10h e tinha chegada prevista para às 11h em Campos do Jordão. Ao ser dado como desaparecido, as buscas começaram. No entanto, o Corpo de Bombeiros só localizou o helicóptero por volta das 19h.

Não havia sobreviventes e o resgate dos corpos foi difícil por conta do mau tempo e por ser uma área de mata, sendo concluído somente na tarde de domingo (25). Foi necessário escavar a área da queda do helicóptero, pois parte dele ficou sob o solo.

Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), iniciou neste domingo (25) a apuração sobre queda do helicóptero. A apuração é responsabilidade da 4º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV), órgão regional do Cenipa.

Sobre a Cristália

A indústria farmacêutica possui 5,2 mil funcionários, sendo que aproximadamente 2 mil trabalham nas duas unidades de Itapira, o complexo industrial e um escritório. As demais unidades ficam nas cidades Rio de Janeiro, Penedo (RJ), Pouso Alegre (MG), Cotia (SP), São Paulo e Buenos Aires, na Argentina.

Sobre Oscar de Oliveira Neto

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